20 junho 2007

Os dois lados de uma mesma maldita moeda

(...)
Para um país com o tamanho e a forma de Israel (20 mil quilómetros quadrados alongados), provavelmente quatro ou cinco ataques serão suficientes. Adeus Israel. Um milhão ou mais de israelitas nas áreas metropolitanas de Jerusalém, Tel Aviv e Haifa morrerá imediatamente. Milhões sofrerão os graves efeitos da radiação. Israel tem cerca de sete milhões de habitantes. Nenhum iraniano irá ver ou tocar um único israelita. Tudo será bastante impessoal.(...)
Além de tudo isso, a liderança iraniana encara a destruição de Israel como um supremo mandamento divino, tal como um sinal da segunda vinda, e as muitas vítimas colaterais muçulmanas serão sempre encaradas como mártires na nobre causa. De qualquer forma, os palestinianos, muitos deles dispersos por todo o mundo, sobreviverão enquanto povo, tal como o fará a grande Nação Árabe da qual fazem parte. E, com toda a certeza, para se livrarem do Estado judaico, os árabes estarão dispostos a fazer alguns sacrifícios. No saldo cósmico das coisas, valerá a pena.(...)
Tal como durante o primeiro, o segundo holocausto será precedido por décadas de preparação de corações e mentes, tanto pelos líderes iranianos e árabes, como por intelectuais e órgãos de comunicação social ocidentais. Diferentes mensagens foram dirigidas a diferentes audiências, mas todas (de forma concreta) têm servido o mesmo objectivo – a demonização de Israel. Muçulmanos em todo o mundo têm sido ensinados que “os sionistas/judeus são a personificação do mal” e que “Israel tem de ser destruído.”De forma mais subtil, o mundo ocidental foi ensinado que “Israel é um estado opressor racista” e que “Israel, nesta época de multiculturalismo, é um anacronismo supérfluo”. Gerações de muçulmanos, e pelo menos uma geração no Ocidente, têm sido criados com estes catecismos.(...)

Artigo de Benny Morris publicado em Janeiro de 2007 no Jerusalem Post, citado na Rua da Judiaria por Nuno Guerreiro Josué

Increased violence between Israelis and Palestinians resulted in a threefold increase in killings of Palestinians by Israeli forces. The number of Israelis killed by Palestinian armed groups diminished by half. More than 650 Palestinians, including some 120 children, and 27 Israelis were killed. Israeli forces carried out air and artillery bombardments in the Gaza Strip, and Israel continued to expand illegal settlements and to build a 700-km fence/wall on Palestinian land in the Occupied Territories. Military blockades and increased restrictions imposed by Israel on the movement of Palestinians and the confiscation by Israel of Palestinian customs duties caused a significant deterioration in living conditions for Palestinian inhabitants in the Occupied Territories, with poverty, food aid dependency, health problems and unemployment reaching crisis levels. Israeli soldiers and settlers committed serious human rights abuses, including unlawful killings, against Palestinians, mostly with impunity. Thousands of Palestinians were arrested by Israeli forces throughout the Occupied Territories on suspicion of security offences and hundreds were held in administrative detention. Israeli conscientious objectors continued to be imprisoned for refusing to serve in the army. In a 34-day war against Hizbullah in Lebanon in July-August, Israeli forces committed serious violations of international humanitarian law, including war crimes. Israeli bombardments killed nearly 1,200 people, and destroyed or damaged tens of thousands of homes and other civilian infrastructure. Israeli forces also littered south Lebanon with around a million unexploded cluster bombs which continued to kill and maim civilians after the conflict.
(...)

Relatório de 2007 da Amnistia Internacional


O que é realmente assustador é que qualquer crítica às atitudes militares, políticas ou humanitárias de Israel é imediatamente confundida com anti-semitismo primário, numa defesa baseada apenas - na actual situação geopolítica - numa tragédia de proporções bíblicas que se passou há mais de 60 anos...

1 Somethin' Else:

Blogger Nuno Guronsan escreveu...

Já para não falar nos dois lados da mesma maldita moeda... palestiniana.

O único sentimento que me ocorre é tristeza, uma profunda tristeza por tudo isto.

junho 20, 2007 10:07 da tarde  

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